MARÇO LARANJA – CAMPANHA O SILÊNCIO MATA

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Nos últimos 20 anos, a violência contra a mulher passou a fazer parte do debate público como uma prática que não deve ser tolerada ou legitimada. Ainda assim,

os números mais recentes seguem alarmantes e reforçam a necessidade de ações concretas de enfrentamento.

Números que assustam (2023/2024)

Os dados evidenciam o agravamento da violência contra meninas e mulheres no Brasil:

  • Houve aumento em todos os tipos de violência

  • 205 estupros por dia, sendo que 76% das vítimas tinham menos de 14 anos

  • 4 mulheres vítimas de feminicídio por dia (7 em cada 10 foram mortas dentro de casa)

  • Mais de 1.400 medidas protetivas urgentes concedidas diariamente

  • Em média, 10 estupros coletivos notificados por dia no sistema de saúde

  • O Brasil ocupa a 5ª posição entre 83 países com maior índice de homicídios femininos

Fonte: 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024), IPEA e Ministério da Saúde.

Violência vai além da agressão física

A violência contra a mulher não é apenas física. A Lei Maria da Penha classifica diferentes formas de abuso:

  • Violência física

  • Violência psicológica

  • Violência sexual

  • Violência moral

  • Violência patrimonial

Reconhecer essas formas é fundamental para romper o silêncio e buscar ajuda.

Vulnerabilidades enfrentadas pelas mulheres

Muitas mulheres em situação de violência enfrentam dificuldades que impedem a denúncia, como:

  • Isolamento social

  • Medo ou vergonha

  • Dependência financeira

  • Perda de liberdade

  • Autoestima fragilizada

  • Falta de apoio formal

Ação do sindicato nas empresas

Diante dessa realidade, em parceria com a Federação e o Sindicato dos Metalúrgicos de Cascavel desenvolveram a campanha “Março Laranja – O silêncio mata”.

Estamos incluindo nos acordos coletivos deste ano um Termo de Compromisso para apoiar e proteger as mulheres.

Com o objetivo é promover um espaço de trabalho que iniba qualquer tipo de assédio moral ou sexual, além de oferecer apoio às vítimas.

Conscientização que salva vidas

Durante o mês de março, o sindicato levou informações diretamente às trabalhadoras dentro das empresas, abordando como reconhecer sinais de violência, buscar ajuda e acessar meios seguros de denúncia.

Mais do que informar, a campanha reforça que nenhuma mulher está sozinha. Falar, denunciar e buscar apoio são passos essenciais para romper o ciclo da violência.

O sindicato segue comprometido em promover informação, acolhimento e suporte, fortalecendo a luta por respeito, segurança e dignidade para todas as mulheres.

Não se cale. Denuncie 180 ou 181.